Governo do Estado arquiva projeto que previa instalação de pedágio na Mogi-Dutra

A rodovia Mogi-Dutra está livre da ameaça de instalação de uma praça de cobrança de pedágio. O anúncio foi feito pelo governador em exercício, Rodrigo Garcia, ao prefeito Caio Cunha, em uma reunião realizada no final da tarde desta quarta-feira, 22/12/2021, no Palácio dos Bandeirantes.

Esta é uma grande conquista para a população de Mogi das Cruzes. Um verdadeiro presente de Natal para a cidade, que, com o anúncio que a Mogi-Dutra não terá pedágio, fica livre de uma ameaça que colocava em risco o desenvolvimento do município”, afirmou Caio Cunha.

O encontro também teve a participação de representantes da região do Alto Tietê. “Temos de agradecer à sensibilidade do Governo do Estado e ao apoio que a cidade teve nesta luta de todos os deputados, lideranças, entidades e movimentos da sociedade. Foi uma grande união de esforços que resultou nesta vitória”, complementou o prefeito.

Governador em exercício, Rodrigo Garcia, anuncia arquivamento do lote que previa instalação de praça de pedágio na rodovia Mogi-Dutra. Foto: Ney Sarmento/PMMC

O governador em exercício, Rodrigo Garcia, anunciou ainda que, além do arquivamento do Lote Litoral Paulista, o governo João Doria vai contratar em janeiro o projeto executivo para a realização de obras de duplicação na rodovia Rio-Santos, começando por Bertioga e vai atualizar os projetos da rodovia Mogi-Bertioga para realizar a obra.

É uma vitória de todos, depois de um permanente estudo do programa que foi apresentado no Lote Litoral. Chegamos à conclusão de que ele não era adequado. Sempre falo que ninguém faz um programa de concessão para prejudicar a vida das pessoas – a intenção é sempre melhorar, portanto arquivamos esse projeto e não vai haver pedágio, mas, ao mesmo tempo, o governador anuncia que as obras serão realizadas e a população vai ser beneficiada”, destacou Garcia.

O prefeito lembrou ainda que a conquista só foi possível graças à intensa mobilização da população mogiana, liderada pela Prefeitura e movimentos da sociedade civil. Diversas manifestações foram realizadas na rodovia e a administração municipal conseguiu vitórias na Justiça questionando o edital da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) para a concessão do Lote Litoral Paulista, ao qual pertencia a Mogi-Dutra.

O pedágio seria instalado no quilômetro 40 da rodovia Mogi-Dutra, com cobrança nos dois sentidos de direção. Com isso, moradores de bairros como o Taboão, Chácara Guanabara e Itapeti teriam de pagar a tarifa para ir à região central e voltar. Além disso, o Distrito Industrial do Taboão, a maior área da Região Metropolitana de São Paulo para o crescimento industrial, também seria diretamente afetada.

Os mogianos que se deslocam diariamente para São Paulo para trabalhar ou estudar seriam impactados pela cobrança, enquanto empresas, indústrias e agricultores sofreriam prejuízos com o encarecimento da logística para o escoamento da produção, o que poderia afastar investimentos e prejudicar a geração de empregos.

Em 24 de agosto, o Movimento “Todos contra o Pedágio” reforçou o repúdio da sociedade mogiana contra a proposta da Artesp. A reunião contou com representantes da indústria, do comércio, da agricultura, lideranças religiosas e movimentos organizados que contestam o projeto. Uma pesquisa, apresentada no evento realizado no Theatro Vasques, mostrou que 85% dos mogianos são contrários ao projeto.

Durante o evento, também foram apresentados números e informações que mostram os prejuízos que a proposta acarreta para a cidade. Os problemas incluíam questões de mobilidade, planejamento urbanístico, prejuízos para comerciantes, empresários e pessoas que se deslocam entre regiões distantes da cidade – e que teriam que pagar o pedágio. A proposta da Artesp comprometia a atração de novos investimentos e transformaria a malha viária da cidade em uma via rápida de acesso ao litoral.

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes

Prefeito entrega ao Governo do Estado documento contra pedágio na Mogi-Dutra

O prefeito Marcus Melo reafirmou seu posicionamento contrário à implantação de uma praça de pedágio no quilômetro 45 da rodovia Mogi-Dutra. O ofício ao Governo do Estado foi protocolado na tarde desta quarta-feira, 23/10/2019, junto à Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp), em São Paulo, e elenca diversas razões para que o município seja contrário à medida.

O documento reitera o posicionamento do prefeito sobre a questão. Em junho, ele já havia manifestado oficialmente ao Governo do Estado ser contrário à praça de cobrança na rodovia, que é a principal ligação entre Mogi das Cruzes e as rodovias Ayrton Senna e Presidente Dutra.

A Mogi-Dutra é utilizada diariamente por milhares de mogianos e cidadãos das cidades vizinhas que trabalham ou estudam na Capital ou Vale do Paraíba. Eles seriam penalizados com a cobrança, apesar do desconto por utilização proposto no projeto de Parceria Público-Privada, sendo um ônus demasiadamente pesado para todos. Pior ainda para quem mora nos bairros e loteamentos mais afastados, próximos à divisa com outras cidades que, absurdamente, teriam que pagar pedágio para vir ao centro da cidade”, destacou Marcus Melo no documento protocolado.

Prefeito Marcus Melo reiterou seu posicionamento contrário à implantação de pedágio na rodovia Mogi-Dutra e destacou que medida traria prejuízos para a cidade. Foto: Ney Sarmento/PMMC

O prefeito lembra que o trecho da rodovia Mogi-Dutra entre a cidade e a rodovia Ayrton Senna já possui estrutura consolidada, tendo tido a sua duplicação entregue em 2005. “Assim, a nosso ver, não existe justificativa técnica para a implantação de uma praça de pedágio na rodovia”, pontua.

O documento protocolado pontua ainda que a medida poderia trazer prejuízos econômicos para a cidade, uma vez que a rodovia é utilizada pelas indústrias da região para receber matéria-prima e para o escoamento de produtos. “É importante considerar ainda que, diariamente, centenas de pequenos produtores rurais utilizam a rodovia Mogi-Dutra para levar hortaliças, verduras e frutas para abastecer o Ceagesp e, assim, boa parte do Estado de São Paulo. A cobrança, então, representaria um aumento nos custos, o que pode ter reflexos no valor final dos produtos aos consumidores, inclusive paulistanos”, argumentou.

Sobre a rodovia Mogi-Bertioga, o prefeito lembra que a estrada foi construída nas décadas de 1970 e 1980, com recursos municipais. Com o tempo, ela se transformou em uma importante ligação da Região Metropolitana de São Paulo com o Litoral e atualmente se encontra saturada, principalmente pelo tráfego vindo da Zona Leste de São Paulo, e apresentando sérios problemas de fluidez aos finais de semana e feriados, além de questões estruturais, como deslizamentos.

Entendo que as melhorias que a estrada necessita só serão possíveis de serem executadas com a participação da iniciativa privada. Mas, isso não pode penalizar Mogi das Cruzes e as cidades vizinhas com um pedágio na Mogi-Dutra. Seria contraditório exigir que os mogianos paguem esta conta, enquanto quem mora na Zona Leste, que utiliza e congestiona as nossas vias para chegar a Mogi-Bertioga, fique isento da tarifa. Não é justo que os mogianos e os moradores do Alto Tietê sejam onerados pelas obras na Mogi-Bertioga, que foi construída com o suor dos mogianos”, afirma o documento.

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes