Câmara autoriza Prefeitura a ceder Casarão do Chá à Associação

A Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, na sessão ordinária da última quarta-feira, 25/04/2018, aprovou, com emenda aditiva da Comissão de Finanças e Orçamento, o Projeto de Lei 01/2018, de autoria da Prefeitura, que autoriza o Executivo Municipal a conceder, por direito real de uso, o Casarão do Chá à Associação Casarão do Chá. A concessão será de 20 anos e a Associação, entre outras obrigações, terá que usar o imóvel para praticar atividades que visem a restauração, conservação, preservação e divulgação ao público das instalações do Casarão.

Durante os 20 anos de concessão, a Associação Casarão arcará com todas as despesas do imóvel, incluindo luz, água, telefone, limpeza etc.

Casarão do Chá. Foto: Guilherme Berti

A emenda aditiva, apresentada pela Comissão de Finanças e Orçamento e aprovada por unanimidade pelo Plenário da Casa, acrescentou o inciso XI ao artigo 2° do PL, que determina que os ingressos e o pessoal treinado sejam oferecidos gratuitamente em visitações agendadas de professores e alunos da Rede Municipal de Ensino.

É um patrimônio muito importante para a cidade de Mogi das Cruzes, que conta a história da imigração japonesa em nosso Município. Temos que garantir que as escolas municipais possam utilizar aquele local de forma gratuita”, explicou Mauro Araújo.

Nosso intuito é que as crianças possam degustar aquele espaço. Por meio daquela construção as crianças vão contar no futuro, aos seus filhos e netos, sobre um patrimônio cultural tão importante para Mogi das Cruzes”, complementou o vereador Antonio Lino.

Fonte: Câmara Municipal de Mogi das Cruzes

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Casarão do Carmo será reinaugurado nesta quinta-feira, 28/09/2017

A Prefeitura de Mogi das Cruzes fará, às 11h00 desta quinta-feira, 28/09/2017, a solenidade de reinauguração do Casarão do Carmo. O prédio, que faz parte do patrimônio histórico, cultural e arquitetônico da cidade, passou por obras de reforma e conservação, com o objetivo de seguir em boas condições, para receber o público e as atividades de rotina.

Com investimento de R$ 115.703,80, as obras compreenderam revisão e manutenção geral do prédio, mais restauro de algumas estruturas, em respeito às suas características originais. Os trabalhos tiveram início em janeiro, foram executados pela empresa Topus Terra e acompanhados pelas Secretarias Municipais de Cultura e Obras.

Entre os serviços, foram feitos revisão e melhoria no telhado, para a retirada de vazamentos e infiltrações, revisão de calhas, rufos e condutores, revisão e reforma nas portas e janelas, tratamento e recomposição de forros, recomposição de rodapés, pintura geral e revisão nas instalações elétricas e hidráulicas. A obra também compreendeu a recuperação de algumas características originais do prédio, que acabaram modificadas com o passar dos anos, como o piso e a pintura das paredes externas.

No caso do piso, ele recebeu revestimento com cera de carnaúba, em substituição a cera sintética anteriormente aplicada, tendo em vista que o material é o mais adequado para assoalho de madeira. Também foi feita a troca, conforme identificada a necessidade, de tábuas e barrotes de madeira.

O Casarão do Carmo seguirá abrigando o Museu Visconde de Mauá – o antigo Museu Mogiano, que guarda em seu acervo parte significativa da história do município, com destaque para a bandeira deixada por D. Pedro I em sua passagem por Mogi das Cruzes, logo após a Proclamação da Independência do Brasil.

A novidade é que Coordenadoria Municipal de Turismo, até então alocada na Ilha Marabá, passará a atender no Casarão do Carmo. O objetivo da transferência é gerar uma maior aproximação entre a equipe do Turismo e a população, tendo em vista a localização mais central e acessível do prédio.

Já os programas permanentes que costumavam ocorrer no Casarão do Carmo, como as reuniões do Terças Literárias e a Roda de Choro do Seu Julinho, continuarão acontecendo no prédio-sede da Banda Santa Cecília, que também foi reformado pela Prefeitura de Mogi. Isso porque o Espaço do Meio Clarice Jorge agora servirá como mais uma sala de exposição do acervo do Museu Visconde de Mauá.

As salas do anexo construído nos fundos do Casarão continuarão a disposição para reuniões, encontros, fóruns, palestras e quaisquer outras atividades.

O Casarão do Carmo é uma obra do século XIX, em estilo colonial, feito em taipa de mão e taipa de pilão. O prédio é tombado pelo Comphap (Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Artístico, Cultural e Paisagístico) desde 2012. Foi erguido originalmente para servir de residência à importante família Bourroul.

A partir dos anos 30, passou a abrigar atividades culturais e comerciais, até que, na década de 80 foi desapropriado pela Prefeitura de Mogi das Cruzes. Desde então, tornou-se um espaço para atividades culturais de diversos segmentos. O prédio possui área construída (e tombada) de 381,18 m². Os anexos somam 192,72 m². Já o terreno tem área total de 798,20 m².

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes

⚡️Curtas (07/12/2016)

Centro de Bem-Estar Animal promove feira de adoção

O Centro de Bem-Estar Animal de Mogi das Cruzes promove, neste sábado, 10/12/2016, das 9h00 às 13h00, a 1ª Feira de Adoção de Animais.

O Centro de Bem-Estar Animal oferece atendimento clínico e cirúrgico para cães e gatos, sendo voltado a animais de proprietários residentes em Mogi das Cruzes, com preferência para a população carente ou incluída em programas sociais; animais resgatados pela equipe do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), comprovadamente sem proprietário (errantes, abandonados ou vítimas de maus-tratos), oferecendo condições para posterior adoção em feiras.

Centro de Bem-Estar Animal
Equipe do Centro de Bem-Estar Animal garante cuidados necessário para a recuperação dos cães e gatos atendidos na unidade. Foto: Guilherme Berti/ PMMC

O primeiro evento de adoção do Centro de Bem-Estar Animal será realizado neste sábado e disponibilizará 21 animais (seis gatos e 15 cães) resgatados pelo CCZ ou abandonados e tratados e recuperados pela equipe de profissionais do Centro. O Centro de Bem-Estar Animal conta com 345 m², divididos em dois blocos: Clínica e Canil/Gatil. O atendimento é realizado de segunda a sexta-feira, das 8h00 às 17h00, sendo o período da manhã dedicado às consultas e retornos e o período da tarde para as cirurgias. A retirada de senhas para os atendimentos acontece das 8h00 às 10h00 e a prioridade é para os casos de maior urgência e emergência, não sendo realizadas consultas de rotina ou check-ups médicos.

Para garantir o atendimento, o proprietário deve comparecer munido de documentos pessoais (RG e CPF) e comprovante de endereço, além do comprovante de inclusão em algum programa social, já que a unidade prioriza o atendimento às famílias de baixa renda.

O Centro de Bem-Estar Animal fica na Estrada de Santa Catarina, nº 2.570, em Cezar de Souza, ao lado do Centro de Controle de Zoonoses. Mais informações pelo telefone 4699-1957.

Cantata de Natal

No próximo dia 14 de dezembro, a programação cultural especial para o Natal 2016 de Mogi das Cruzes viverá um momento muito especial, com a realização da 3ª edição da Cantata de Natal. A apresentação, que já é conhecida do público mogiano, vai reunir quase 300 coralistas, mais 50 músicos da Orquestra Sinfônica Jovem de Mogi das Cruzes, além de artistas em participações especiais, em um grande concerto na Catedral de Santana (Igreja Matriz), que promete emocionar.

As participações especiais ficam por conta do tenor Sergio Wernec, que vai cantar duas canções, da pianista Alex Sandra Grossi, além da escola de bailado Marcela Campos. A Cantata de Natal terá início às 20h00 e vai reunir ao todo sete corais. São eles: Coral 1º de Setembro, Anjos da Paróquia Santa Cruz, coral da Apampesp, coral Arkturos, Canarinhos do Itapety, coral do Cecan e o coral Musicativa.

Cantata de Natal
A 3ª Cantata de Natal vai acontecer no próximo dia 14 e vai reunir quase 300 coralistas, mais 50 integrantes da Orquestra Sinfônica Jovem de Mogi, na Catedral de Santana. Foto: PMMC

O repertório é composto por 10 músicas. São elas: “A Christmas Festival”, de Leroy Anderson – 1952, “Ave Maria”, de Charles Gounod – 1859, “Coro dos Ferreiros”, de Giuseppe Verdi – 1853, “Nessun Dorna”, de Giacomo Puccini – 1926, “Aleluia”, de Georg F. Händel – 1741, “Boas Festas”, de Assis Valente – 1932, “Jesus Alegria dos Homens”, de J.S. Bach – 1716, “Noite Feliz”, de Franz Gruber – 1818, “Glória”, que é uma melodia tradicional francesa de autor desconhecido e “Adeste Fidelis”, de John Francis Wade – 1743. Destas, “Ave Maria” e “Nessun Dorna” serão interpretadas pelo tenor Sérgio Wernec.

A Cantata de Natal 2016 terá início às 20h00 do dia 14 de dezembro, na Catedral de Santana. A entrada é gratuita. Mais informações pelo telefone 4798-6900.

Prédio da Banda Santa Cecília é reinaugurado

O imóvel, que faz parte do patrimônio arquitetônico e cultural do município, passou por uma ampla reforma, custeada pela Prefeitura de Mogi das Cruzes e poderá novamente ser a sede administrativa da corporação musical. Para celebrar a reabertura do imóvel, a Banda Santa Cecília, que também foi reestruturada e está com novo regente e novos músicos, fez uma apresentação pública na Praça Monsenhor Roque Pinto de Barros, em frente ao Centro Cultural de Mogi das Cruzes.

Estamos hoje reinserindo a Banda Santa Cecília na história e no convívio da cidade. A mesma Banda Santa Cecília que foi desativada e que teve o prédio fechado. Ela, juntamente ao prédio, foi absorvida pela Prefeitura de Mogi das Cruzes e hoje estamos devolvendo também o prédio à cidade. Depois de entregas importantes, como o Centro Cultural e a Pinacoteca, é muito bom poder novamente presentear a cidade com algo assim. E, somando tudo isso à iluminação de Natal, podemos dizer que o Centro da cidade hoje tem um ambiente extremamente acolhedor. Tudo isso enriquece e torna a cidade mais humana”, destacou o prefeito, Marco Bertaiolli.

Prédio da Corporação Musical Santa Cecília
Uma vez reestruturada, a Banda Santa Cecília, que reúne atualmente 16 músicos, fez também a gravação de seu primeiro CD. Foto: Ney Sarmento/ PMMC

A reforma na parte interna teve investimento de R$ 70 mil da Prefeitura de Mogi das Cruzes e compreendeu a revisão de todas as instalações hidráulicas e elétricas, a troca de pisos e azulejos, reforma da cozinha, copa e banheiros, troca de mobiliário e pintura geral, com o cuidado de preservar pinturas históricas existentes dentro do imóvel. A fachada também foi inteiramente reformada, trabalho este executado pela empresa Topus Terra, sem custos para a Administração Municipal.

O prédio tem 114,40 m² de área e, arquitetonicamente, tem estilo eclético. Ele fica no raio de proteção de 300 metros a partir das Igrejas do Carmo e está em processo de tombamento pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes.

Prefeitura assume prédio da Corporação Musical Santa Cecília

O prefeito Marco Bertaiolli visitou, na tarde desta segunda-feira (16/05/2016), o prédio da Corporação Musical Santa Cecília, no Centro Histórico do município, onde anunciou a assinatura do termo de comodato, concretizada na última quinta-feira, 12/05, e que cede o imóvel para o município por um período de 10 anos. Anunciou ainda que a Prefeitura passa a ser a gestora do projeto Banda Santa Cecília, garantindo assim a preservação tanto do imóvel como do grupo musical, que são parte do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural do município.

Não estamos falando apenas do patrimônio imobiliário, como também do cultural. É natural que as entidades enfrentem dificuldades na gestão de projetos como este e já vínhamos conversando com o maestro Manassés (Manassés Maximiano, presidente da Corporação Musical Santa Cecília) para encontrarmos uma solução. A conclusão foi de que a melhor alternativa é que a Prefeitura de Mogi das Cruzes assuma este patrimônio”, anunciou o prefeito, detalhando que, a partir de agora, a Banda Santa Cecília passa a ser mais um projeto cultural gerido pela Prefeitura de Mogi das Cruzes.

Isto significa que, em parceria direta com o presidente e músicos da corporação e também com o auxílio e expertise do diretor musical do projeto Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes, Lélis Gerson, bem como de outros maestros da cidade, a Secretaria de Cultura deve abrir editais de chamamento, para selecionar músicos, regentes e para a composição da diretoria, o que vai garantir a reestruturação e fortalecimento da Banda. Vale destacar que os músicos atuais poderão permanecer atuando junto à Banda. O presidente da Corporação Santa Cecília, Manassés Maximiamo, fica no cargo até o mês de setembro deste ano.

Prédio da Corporação Musical Santa Cecília
Prédio passará por trabalhos de recuperação. Foto: Ney Sarmento/ PMMC

Bertaolli lembrou que este é mais um trabalho de recuperação e revitalização de prédios da área central, com o objetivo de preservação. “Fizemos um trabalho muito semelhante no Museu dos Expedicionários, também aqui no Centro. A Associação dos Expedicionários tinha dificuldades em manter o prédio, portanto a Prefeitura assumiu o imóvel, fez uma reforma completa e o devolveu à comunidade. O mais importante disso tudo é que estamos devolvendo um patrimônio de Mogi para os mogianos”, frisou, ressaltando que, para que a Banda continue cumprindo seu papel junto à história cultural e musical do município, os músicos devem ser de Mogi das cruzes.

A Secretaria Municipal de Cultura já fez o levantamento cadastral do prédio e possui, portanto, um projeto arquitetônico básico. Agora, com a posse das chaves do local, será feito um levantamento mais preciso dos trabalhos necessários para a recuperação das instalações. O levantamento prévio já mostra, contudo, que será necessário reformar toda a fachada, que está em estado de deterioração, e também fazer melhorias na parte interna.

Os serviços na fachada serão custeados pela empresa Topus Terra, que já havia se comprometido com a realização dos trabalhos após o encerramento das atividades da Banda Santa Cecília. Serão feitas a recomposição dos caixilhos (portas e janelas), troca de vidros, recomposição de reboco, além de pintura. Já na sacada, a Secretaria de Cultura planeja fazer réplicas dos balaústres originais do prédio e também a restauração do brasão da banda, que ficava exposto na parte externa e atualmente está no interior do imóvel, em estado de deterioração.

Já na parte interna, os serviços serão custeados pela Prefeitura. “Ainda faremos um levantamento mais preciso, mas já fizemos vistorias técnicas aqui no prédio e identificamos alguns reparos que precisarão ser feitos no interior do imóvel. Eles envolvem acertos no telhado, assoalho, vamos retirar o mobiliário antigo que está em más condições e destinar alguns itens para equipar o prédio”, detalhou o secretário municipal de Cultura, Mateus Sartori.

O prédio da Corporação Musical Santa Cecília foi inaugurado no dia 22 de abril de 1934. O terreno foi comprado no ano de 1933, à época por 1 conto de réis (1 milhão de réis), pela direção da banda, que já estava criada. Já o dinheiro para a construção do prédio foi arrecadado por meio de campanha, conduzida pela diretoria da Corporação. A inauguração da sede se deu em uma sessão solene, à qual compareceram 90 pessoas, entre personagens ilustres da sociedade da época, como José Cury Andere, Salim Elias Bacach, Nesclar Faria Guimarães, Galdino Alves, Isidoro Boucault, Argeu Batalha, José da Silva Pires, José Bonilha, Antonio Martins Coelho, entre outros.

O prédio tem 114,40 m² de área e, arquitetonicamente, tem estilo eclético. Ele fica no raio de proteção de 300 metros a partir das Igrejas do Carmo e está em processo de tombamento pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes (Comphap).

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes

Casarão do Chá será reaberto neste domingo (01/06/2014)

Neste domingo (01/06/2014) a população de Mogi das Cruzes recebe de volta um inigualável ícone histórico e arquitetônico. Será reaberto, às 10h00, o Casarão do Chá, construção de 1942 que é o único exemplar da arquitetura japonesa no País tombado pelo patrimônio histórico. Após 17 anos de um árduo e minucioso trabalho, o local reabre ao público e promete se tornar um dos mais requisitados pontos de atração turística do município, além de um exemplo de preservação patrimonial.

Na reabertura, os visitantes poderão conferir apresentações da música tradicional japonesa com Miwakai (koto) e Shinzankai (percussão), além de uma exposição fotográfica – a 1ª Mostra Sul Americana do Miksang Institute of Contemplative Photography, realizada pelo Fotoclube do Alto Tietê. Haverá ainda artesanato, comidas e produtos típicos, estrutura essa que será mantida e oferecida aos turistas todos os domingos, das 9h00 às 17h00, com entrada franca.

O trabalho de restauro do prédio teve início efetivamente no ano de 2005, quando os primeiros recursos foram liberados. Oito anos antes, entretanto, a Administração Municipal, que desapropriou o casarão no ano de 1987, fez a Concessão de Direito Real de Uso do imóvel à Associação Casarão do Chá por um período de 20 anos e a entidade deu início às articulações para conseguir o custeio da obra.

Casarão do Chá
Foto: Guilherme Berti

A Associação, presidida pelo ceramista Akinori Nakatani, cuidou também da elaboração do projeto de restauro. Em 2005, o governo federal, por meio do Ministério da Cultura, liberou R$ 216 mil e a Administração Municipal liberou outros R$ 56 mil. Com isso, foi possível iniciar a obra, que contou com a habilidade do mestre marcineiro Tetsuya Nakao, especialista em trabalhos com madeira e enviado do Japão especialmente para esta finalidade. Além da remoção do telhado e das paredes para que o imóvel ficasse mais leve (técnica japonesa para restaurações), a primeira etapa teve como foco o primeiro andar do prédio e incluiu serviços de substituição de vigas e colunas que sustentavam o prédio.

No ano de 2009 o Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), que já havia tombado o casarão no ano de 1986, liberou recursos da ordem de R$ 277,6 mil, enquanto a Prefeitura entrou com R$ 22 mil. Com a verba, foi possível realizar a segunda etapa da restauração, que se concentrou no segundo andar do prédio, com serviços de troca do madeiramento e assoalho, além da colocação de caibros e ripas.

Em 2010, por fim, o Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria de Estado da Cultura, permitiu a uma empresa da iniciativa privada do município destinar R$ 599 mil, que seriam recolhidos de IMCS, à conclusão da restauração do Casarão do Chá. O prefeito Marco Bertaiolli chegou a se reunir com o então secretário de Estado da Cultura, João Sayad, para assegurar a liberação dos recursos. Na última etapa, o casarão teve todo o seu sistema elétrico reformulado, o chão foi nivelado e foi feita ainda a colocação de brita, uma tela de aço e, por fim, instalação de cerâmica.

Histórico:

O Casarão do Chá foi construído pelo mestre-carpinteiro japonês Kazuo Hanaoka, no ano de 1942, para ser uma fábrica de chá. A área, adquirida entre 1924 e 1925 pelo engenheiro agrônomo Fukashi Furihata, já vinha obtendo bons rendimentos com o beneficiamento de chá, em virtude principalmente da II Guerra Mundial, que interrompeu a exportação do chá proveniente da Índia.

Além de funcional, o edifício, entregue em setembro de 1942, seguia o sistema construtivo tradicional da arquitetura japonesa. Não foram usados pregos ou parafusos na construção. Só encaixes de madeira (tradicional técnica japonesa usada por causa dos constantes terremotos). As vigas são de madeira in natura, e em cada encaixe há um signo em kandi (ideogramas). A cobertura é a tradicional irimoya (telhado côncavo, voltado para dentro) e foi estruturada por meio de tesouras de grandes dimensões, vencendo vãos de até 8,20 metros. Já a planta é livre (com poucas divisões internas).

Casarão do Chá
Foto: Guilherme Berti

Toda a madeira da obra é de eucalipto tratado, inclusive as utilizadas nas estruturas das paredes em pau-a-pique. O madeiramento aparente deixa visível o formato original dos caules com partes das suas ramificações.

Com a retomada dos tradicionais fornecedores, a produção local do chá perdeu mercado, o que fez com que a área onde está o Casarão passasse a ser arrendada, depois subdividida em unidades menores e depois, finalmente, vendida. A família Namie foi arrendatária a partir de 1947 e chegou a insistir na produção do chá, mas a atividade foi oficialmente abandonada em 1968. Após o abandono dessa cultura, o Casarão do Chá passou a servir como depósito de produtos agrícolas, veículos e equipamentos da propriedade, utilização inadequada que provocou a rápida deterioração do edifício.

No início da década de 80, a Prefeitura de Mogi das Cruzes entrou com um pedido junto ao Conselho Estadual de Defesa do Patrimônio Histórico, Arqueológico, Artístico e Turístico (Condephaat), para o tombamento do imóvel. O pedido foi atendido em 1982, quando o Conselho oficializou o processo. Quatro anos depois o Iphan fez o mesmo. Os próximos passos da Administração no sentido de preservar o Casarão foi desapropriá-lo, em 1987 e depois cedê-lo, em 1997 para a Associação Casarão do Chá.

SERVIÇO:

Evento: Reabertura do Casarão do Chá
Local: Estrada do Chá, cx 05, acesso pela Estrada do Nagao, km 3, Cocuera (Veja no Mapa)
Data: 1º de Junho de 2014 (domingo)
Horário: 10h00
Ingressos: Entrada Franca 🙂
Informações: casaraodocha.org.br

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes