Com alerta de estiagem, Semae reforça necessidade de economia de água

O Sistema Nacional de Meteorologia (SNM), do governo federal, emitiu um alerta de emergência hídrica para a região que abrange o Estado de São Paulo, devido à previsão de chuvas abaixo da média no período de junho a setembro. Somente na área das represas que compõem o Sistema Produtor Alto Tietê (Spat), o volume de água armazenado em 31 de maio foi de apenas 57,9% da capacidade, inferior aos percentuais registrados no fechamento do mês de maio de 2020 (77,3%) e de 2013 (63,5%), ano que antecedeu a última crise hídrica.

Mais uma vez atento a esse possível cenário de escassez de água nos próximos meses, o Serviço Municipal de Águas e Esgoto (Semae) de Mogi das Cruzes reforça as recomendações para o consumo consciente de água e hábitos de economia, evitando desperdícios.

Para abastecimento público em Mogi das Cruzes, a autarquia faz a captação no rio Tietê, após descargas das barragens que estão à montante (antes) da captação, o que depende da regra operacional do Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE). A água das represas é utilizada pela Sabesp, na Estação de Tratamento Taiaçupeba, em Suzano.

Água é um recurso finito e uma disponibilidade menor aumenta a necessidade de economia. Foto: Guilherme Berti/PMMC

A autarquia vem intensificando as ações para evitar desperdícios, como o combate a vazamentos. Por meio da técnica do geofonamento, o Semae aumentou sua eficácia no combate aos vazamentos com um acréscimo de 45% na média mensal de manutenções. No ano passado, foram realizados 667 reparos por mês, em média. De janeiro a abril de 2021, o número subiu para 967.

Isso não significa que o número de vazamentos seja maior do que antes. A autarquia explica que este aumento é resultado da intensificação do geofonamento, que permite a localização de vazamentos não-visíveis e a rápida solução do problema.

O geofonamento identifica vazamentos não-visíveis, que são aqueles em que a água não aflora à superfície, mas permanece embaixo da terra. A verificação é feita nas redes e ramais (tubulações que ligam a rede de distribuição da rua aos imóveis) por meio de equipamentos mecânicos e eletrônicos que detectam ruídos.

De 1º de janeiro a 28 de maio de 2021, o Semae já inspecionou 364 quilômetros de tubulações com o uso de geofones.

Vazamentos não visíveis ocasionam desperdício de água e transtornos aos moradores, já que reduzem a pressão nas redes, podendo causar até desabastecimento. A metodologia do geofonamento aprimora atuação das equipes, ao agilizar manutenções preventivas e corretivas.

Outra ação que tem contribuído para reduzir o desperdício é a substituição de ramais, em vez do reparo. Quando há vazamento numa dessas ligações, a autarquia tem priorizado a troca, o que diminui a possibilidade de novos vazamentos.

O Semae solicita a colaboração de todos os munícipes para que, ao identificar um vazamento, entrem em contato com a autarquia pelo telefone 115.

Necessidade de economia

A autarquia orienta medidas simples para economizar água. O chuveiro, por exemplo, é considerado um dos principais meios de desperdício. Durante o banho, desligá-lo enquanto se ensaboa o corpo pode representar uma redução de 80 litros de água consumida, dependendo do tempo de banho. Em um mês, são 2,4 mil litros de água (por pessoa) que deixam de ir desnecessariamente para o ralo.

Cinco minutos de torneira aberta na pia da cozinha ou no tanque consomem cerca de 75 litros.

Outras recomendações, não só do Semae como de muitas companhias de abastecimento, são fechar a torneira ao escovar os dentes, fazer lavagens de roupas sempre com a máquina cheia (apenas quando tiver carga suficiente para completá-la), além de identificar e reparar possíveis vazamentos internos (veja mais dicas abaixo).
 

Algumas dicas para economizar água:

•    Tome banhos de, no máximo, 5 minutos, e feche o chuveiro enquanto se ensaboa;
•    Feche a torneira enquanto escova os dentes (ou, melhor ainda, use um copo com água);
•    Se utiliza máquina de lavar, faça isso com o equipamento cheio (apenas quando tiver carga suficiente para completá-lo)
•    Feche a torneira ao ensaboar as louças;
•    Evite utilizar a mangueira para lavagem de veículos. Opte pelo balde;
•    Evite a mangueira para regar plantas. Use regador;
•    Não use mangueira para limpeza de calçada. Utilize vassoura;
•    Sempre que possível, reutilize água (a água que sai da máquina de lavar, por exemplo, pode ser usada para lavar quintal, banheiro, calçada etc.);
•    Não utilize o vaso sanitário como lixeira;
•    Identifique possíveis vazamentos internos e, se constatados, faça os devidos reparos.

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes

Prefeito apresenta ‘Plano de Contingência de Água’ e anuncia medidas para a crise hídrica

O prefeito Marco Bertaiolli apresentou nesta sexta-feira (06/02/2015), no gabinete, o Plano de Contingência de Água, nomeou um Gabinete de Crise e anunciou um conjunto de medidas, com investimento total de R$ 21,7 milhões, para que Mogi das Cruzes enfrente a crise hídrica. Ao lado do diretor-geral do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), Marcus Melo, o prefeito foi claro ao afirmar que a situação do abastecimento de água tende a se agravar com o passar deste ano, mas salientou que a Prefeitura e o Semae tomarão todas as medidas necessárias para que a cidade não altere sua rotina de trabalho e desenvolvimento. A meta de Mogi das Cruzes é reduzir o consumo de água em 30% no mês de fevereiro.

Veja aqui o Plano de Contingência

A crise hídrica é resultado de uma somatória de fatores, todos eles alheios ao controle do município. O Semae não é responsável pela preservação de água, ele faz apenas a captação e o tratamento para o consumo da população. Temos um órgão federal, a Agência Nacional de Águas (ANA), e outro estadual, o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), que são responsáveis pela gestão das águas. Há alguns anos existem indícios de que o abastecimento de água apresentava problemas e agora, quando a situação se agrava, caberá às cidades responderem a uma demanda que não foi criada por elas. Mas nós não vamos cruzar os braços, pelo contrário, estamos adotando uma série de medidas para enfrentar a crise e precisamos do apoio de toda a sociedade”, disse Bertaiolli, ao lado do vice-prefeito José Antonio Cuco Pereira e do presidente da Câmara, Antonio Lino, que também participaram do evento.

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A autarquia intensificará a campanha de conscientização da população para que economize 30% de água em fevereiro. Foto: Ney Sarmento/ PMMC

O decreto municipal nº 14.779/2015, assinado pelo prefeito, nomeia o Gabinete de Crise, sob a presidência do diretor-geral do Semae, Marcus Melo, com a incumbência de mapear, aglutinar dados, avaliar, organizar e propor medidas que visem economizar e usar racionalmente a água. Integram o grupo ainda o diretor-adjunto do Semae, Dirceu Lorena de Meira; o diretor técnico Paulo Beono Jr.; a diretora de Operações do Sistema de Água, Milena Forte; o diretor de Operações do Sistema de Esgoto, Odokar Douglas Magalhães; o diretor administrativo Robson dos Santos; o diretor Comercial, José Luiz Furtado, e o chefe da Divisão de Projetos, Gelindo Roque.

O Gabinete de Crise elaborou o Plano de Contingência, com ações voltadas ao uso racional e à redução das consequências da crise de fornecimento de água para a população de Mogi das Cruzes. O plano estabelece uma série de medidas que já estão sendo colocadas em prática e, de acordo com Bertaiolli, serão aplicadas em fevereiro – podendo ser ajustadas a partir de março, conforme o andamento da situação do abastecimento de água.

Plano de Contingência em detalhes

A primeira medida será dobrar a frota de carros-pipa do Semae, que passarão se 7 para 14. As equipes de rua também serão aumentadas. Além disso, será adotada uma nova política de abastecimento industrial, pela qual as empresas da cidade poderão utilizar gratuitamente água de reuso produzida pelo Semae, na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) de Cezar de Souza, desde que comprovem a redução do uso de água tratada. A terceira medida é o incentivo ao uso de cisternas pela população, como caixas de água e reservatórios nos quintais.

O Semae cadastrou 127 poços particulares na cidade, sendo 66 empresas e indústrias, 15 em entidades públicas ou privadas, 29 em comércios e outros 17 em condomínios, loteamentos e particulares. Na apresentação, o prefeito informou que os proprietários serão informados que, em caso de agravamento da crise, a Administração Municipal poderá requisitar os poços para abastecimento de emergência – conectando a água dos poços na rede ou em sistemas alternativos de abastecimento.

A autarquia possui atualmente sete poços artesianos em funcionamento, que estão em operação no Parque São Martinho, Jardim Nove de Julho, dois no bairro do Boa Vista (Biritiba Ussu), um no Barroso, um em Biritiba Ussu e outro em Varinhas. O Semae vai perfurar mais 10 poços artesianos para ampliar este sistema – sendo dois em Jundiapeba, dois em Braz Cubas, dois na região Central, um na Vila Natal, um no Mogilar, um no Botujuru e um em Cezar de Souza. Além disso, a autarquia também incentivará condomínios e empreendimentos habitacionais a perfurarem poços – um exemplo são os edifícios Azaléia e Orquídea, na Vila Pomar, que contam com um poço artesiano profundo e uma bomba para a retirada da água.

Paralelamente, a autarquia intensificará a campanha de conscientização da população para que economize 30% de água em fevereiro. Para isso, um jornal específico sobre o tema será distribuído a todas as 129 ligações da cidade, com dicas e orientações aos cidadãos. Um jogo educativo será distribuído em toda a rede municipal de ensino, para que as crianças tenham desde cedo um aprendizado sobre o tema.

Bertaiolli lembrou que a crise hídrica pode se agravar, mas as medidas previstas no Plano de Contingência são capazes de garantir o abastecimento aos mogianos caso a situação torne-se mais difícil: “Mogi das Cruzes não vai parar por causa dessa crise hídrica. Estamos trabalhando e vamos acompanhar o andamento da situação, estudando e adotando novas medidas caso seja necessário”, finalizou. A Prefeitura criou ainda um Comitê Gestor do Plano de Contingência, formado pelos secretários municipais Eli Nepomuceno (Segurança), Maria Aparecida Cervan Vidal (Educação), Marcello Cusatis (Saúde) e André Saraiva (Verde e Meio Ambiente), responsável por acompanhar as ações e desdobramentos do plano.

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes

Reunião de prefeitos em São Paulo aponta propostas para enfrentar a crise hídrica

O prefeito Marco Bertaiolli e o diretor-geral do Serviço Municipal de Águas e Esgotos (Semae), Marcus Melo, participaram nesta quarta-feira (28/01/2015) pela manhã, em São Paulo, da reunião comandada pelo prefeito paulistano Fernando Haddad e pelo secretário estadual de Recursos Hídricos, Benedito Braga, com prefeitos de 30 municípios da Região Metropolitana de São Paulo. O encontro definiu um conjunto de propostas para o combate à crise hídrica: criação de um Plano de Contingência; aumento da comunicação com a população; formação de um Comitê de Crise e estudos sobre a implantação de multas aos cidadãos que desperdiçarem água em atos como lavagem de carros, calçadas ou quintais.

Foi uma reunião produtiva, na qual foram feitas recomendações a apresentadas propostas. Cada cidade mencionou as dificuldades que vem enfrentando na área de abastecimento. No caso específico de Mogi das Cruzes, estamos intensificando a campanha de conscientização da população, procurando aumentar o percentual de economia global para 30% neste verão. O Semae está com mais equipes de rua, trabalhando para combater os vazamentos com a maior agilidade possível”, afirmou o prefeito Marco Bertaiolli ao final do encontro.

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Prefeitos de 30 municípios da Região Metropolitana de São Paulo participaram da reunião. Foto: Ney Sarmento

A reunião desta quarta-feira definiu propostas e haverá um novo encontro com os prefeitos para dar continuidade ao debate. O Plano de Contingência foi um dos pontos apresentados e, no caso de Mogi, ele já existe e foi apresentado pelo Semae durante audiência na Câmara Municipal, em outubro do ano passado. O segundo item debatido entre os prefeitos é o aumento da comunicação com a população, tornando-a cada vez mais eficiente e eficaz. O objetivo desta ideia é fazer com que a população tenha mais informações sobre situação do abastecimento.

Outra recomendação debatida pelos prefeitos e apresentada na reunião desta quarta-feira foi a criação de um Comitê de Crise, formado pelos prefeitos da Região Metropolitana, pelos consórcios de municípios, além de representantes do Governo do Estado e da Sabesp. O quarto item discutido pelos prefeitos foi a possibilidade de aplicação de multas e penalidades aos cidadãos que utilizarem água tratada para ações como lavagem de calçadas, passeios públicos e carros – inclusive com a apresentação de um esboço de projeto de lei.

Seguindo as determinações do prefeito Bertaiolli, o Semae está intensificando o trabalho de comunicação com a população e principalmente as ações de combate aos vazamentos nas ruas, além de estimular os mogianos a economizarem água. A cidade já economizou 15% em dezembro de 2014, em comparação com o mesmo mês de 2013, e nosso desafio agora é aumentar este índice para 30%. Nossa prioridade é reduzir o consumo e, só em último caso, estudaremos a aplicação de penalidades aos cidadãos”, afirmou Marcus Melo.

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes