Taxistas reivindicam fiscalização contra motoristas do Uber

Um grupo de mais de 70 profissionais representados pelo Sindicato dos Taxistas Autônomos de Mogi das Cruzes e Região esteve na manhã desta terça-feira, 14/02/2017, na Câmara Municipal de Mogi das Cruzes, onde reivindicaram a fiscalização contra motoristas do aplicativo Uber. Segundo os taxistas, até que haja regulamentação do funcionamento do software na Cidade, os Ubers deveriam ser inspecionados, multados e terem os carros apreendidos, conforme é previsto na legislação municipal.

Participaram da reunião o vereador Chico Bezerra, Diegão Martins, integrantes da Comissão Permanente de Transportes e Segurança Pública, Caio Cunha e Edson Santos.

Não sou contra a tecnologia nem ao Uber, mas os taxistas estão certos. Enquanto não forem regularizados, eles [Ubers] estão atuando clandestinamente e isso precisa ser combatido. Vou enviar ofício ao prefeito Marcus Melo pedindo que haja mais fiscalização”, disse Chico Bezerra.

Caio Cunha, que na semana passada recebeu motoristas do aplicativo, negou ter escolhido entre uma categoria e outra. “Não tenho problemas com taxistas. Alguns dizem que torço pelo Uber. Não se trata de jogo de futebol. A torcida é pelo bom serviço”.

Taxistas reivindicam fiscalização contra motoristas do Uber

Bezerra disse que a reunião integra os estudos sobre o projeto de lei número 157 de 2016, de autoria dele, que pretendia proibir o transporte remunerado de pessoas por carros particulares cadastrados em aplicativos em Mogi. “Retirei o projeto porque houve certa gritaria da sociedade”.

Diegão Martins também falou sobre o tema. “O Uber chegou para ficar e não há como impedir. O que precisamos é fazer a regulamentação, como o que já aconteceu em São Paulo, em Brasília, de modo que haja equilíbrio”.

Sandro Monfort, presidente do Sindicato dos Taxistas, explicou que eles querem condições igualitárias de trabalho. “Nossa categoria está sangrando. O nosso sindicato também está estudando o uso de aplicativos. Não somos contra o Uber, mas o Uber, hoje, é contra a lei. Queremos respeito”.

Os taxistas argumentam que gastam, no mínimo. R$ 2.000,00 anuais para cumprir todas as exigências legais, entre carros com no máximo seis anos, vistorias veiculares, testes toxicológicos, implantação de adesivos, manutenção do taxímetro, pagamento de impostos, entre outras regras.

Monfort afirma que os taxistas vêm sendo alvo de injúria, calúnia e difamação. “Nos chamam de ladrão, dizem que somos sujos, grosseiros e espalham um monte de inverdades pelas redes sociais. Estamos chateados”, diz.

A cobrança da tarifa pelo Uber, que é variável de acordo com a demanda de passageiros e o número de carros em determinada região, também recebeu críticas. “Esta tarifa dinâmica deles está enganando as pessoas, que pensam que o Uber é muito mais barato, mas dependendo da quantidade de carros, se chover, entre outras variações, o preço pelo aplicativo pode chegar a nove vezes o dos táxis”.

Os taxistas entregaram aos vereadores um dossiê sobre a atuação dos motoristas do Uber, com o título “Tirando a máscara”. Os vereadores ainda farão reuniões com representantes da Prefeitura, da empresa Uber e audiências públicas a fim de descobrir o que pensa a população.

Fonte: Câmara Municipal de Mogi das Cruzes

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