Ocorrências com pipas e balões deixaram mais de 180 mil clientes sem energia

Mais de 180 mil clientes ficaram sem energia elétrica, de janeiro a maio/2016, por causa de ocorrências com pipas e balões em toda a área de concessão da EDP em São Paulo. É o que mostra o levantamento da distribuidora de energia elétrica, que atende 1,8 milhão de clientes no Alto Tietê, Vale do Paraíba e Litoral Norte.

Neste período, a empresa registrou 2.515 ocorrências e este número pode crescer nos próximos dois meses, com o início das festas juninas e a aproximação das férias escolares. Isto porque, de acordo com dados da Distribuidora, entre junho e julho de 2015, 224 mil pessoas tiveram o fornecimento interrompido por casos deste tipo, 30% dos 700 mil casos registrados no ano inteiro.

Ao receberem o alerta, equipes da distribuidora são deslocadas para efetuar a limpeza da fiação e restabelecer o fornecimento de energia. “É importante que os jovens entendam o perigo de empinar pipas próximo à rede elétrica, por isso, devem sempre escolher parques, campos abertos e praças, para que a brincadeira continue divertida e segura”, diz Marcos Scarpa, relações institucionais da EDP.

Além de causar a queda de energia e incêndios, a prática de soltar balões é crime, previsto no artigo 42 da Lei de Crimes Ambientais. A pena varia de um a dois anos de detenção e/ou multa. Já com as pipas, a utilização do cerol é proibida e, dependendo da legislação municipal, pode acarretar multa ou prisão do infrator.

Ao todo, nos oito municípios atendidos pela EDP na região, foram registradas 947 ocorrências e mais de 52 mil clientes ficaram sem energia no período.

Para evitar que os clientes não sofram com a interrupção no serviço, a EDP orienta sobre os perigos de empinar pipas e soltar balões próximo à rede elétrica:

– A prática de soltar balão é crime previsto no Código Penal e na Lei de Crimes Ambientais. Fabricar, vender, transportar ou soltar balões gera reclusão de um a três anos, multa, ou ambas as penas;
– Se o balão cair sobre uma subestação, os danos poderão ser de grande proporção, tendo como consequência a interrupção de energia para um grande número de clientes;
– Alguns materiais utilizados na confecção de pipas são condutores de energia e aumentam o perigo quando em contato com a rede elétrica. Rabiolas feitas de fita VHS ou cassetes são alguns exemplos.
– O uso de cerol (pó de vidro com cola) é proibido e pode acarretar em pagamento de multa pelo responsável. O cerol é um risco para motociclistas e pedestres e, também, oferece perigo no contato com a rede de energia.
– Arremessar objetos na rede elétrica para o resgate da pipa pode causar graves acidentes. O “lança-gato” (pedra presa a uma linha) ou qualquer outro item condutor de energia não devem ser lançados;
– Empinar pipas em locais como lajes e muros deve ser evitado. A proximidade com a rede elétrica aumenta o risco de acidentes;
– É expressamente proibido invadir as subestações da EDP para recuperar pipas e balões. Esses locais são energizados e somente pessoas autorizadas podem entrar nas estações.
– Um acidente causado por descarga elétrica pode deixar sequelas como queimaduras e até causar a morte.

Vale lembrar que, em caso de qualquer anormalidade na rede da distribuidora, os consumidores devem entrar em contato com a Central de Atendimento ao Cliente, por meio do telefone 0800 721 0123, que funciona 24 horas e com ligação gratuita.

A conscientização da brincadeira segura

Ao longo de 2015, a EDP, por meio do Instituto EDP e em parceria com a Evoluir, realizou o projeto Brincando com Pipas, uma iniciativa para conscientização da importância da brincadeira segura.

Capacitação de gestores e educadores, além de palestras para as crianças, intervenções artísticas e jogos cooperativos, fizeram parte do projeto que, em Suzano, cidade que sediou as atividades na região, envolveu quatro mil estudantes da rede pública municipal.

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