Prefeitura assume prédio da Corporação Musical Santa Cecília

O prefeito Marco Bertaiolli visitou, na tarde desta segunda-feira (16/05/2016), o prédio da Corporação Musical Santa Cecília, no Centro Histórico do município, onde anunciou a assinatura do termo de comodato, concretizada na última quinta-feira, 12/05, e que cede o imóvel para o município por um período de 10 anos. Anunciou ainda que a Prefeitura passa a ser a gestora do projeto Banda Santa Cecília, garantindo assim a preservação tanto do imóvel como do grupo musical, que são parte do patrimônio histórico, arquitetônico e cultural do município.

Não estamos falando apenas do patrimônio imobiliário, como também do cultural. É natural que as entidades enfrentem dificuldades na gestão de projetos como este e já vínhamos conversando com o maestro Manassés (Manassés Maximiano, presidente da Corporação Musical Santa Cecília) para encontrarmos uma solução. A conclusão foi de que a melhor alternativa é que a Prefeitura de Mogi das Cruzes assuma este patrimônio”, anunciou o prefeito, detalhando que, a partir de agora, a Banda Santa Cecília passa a ser mais um projeto cultural gerido pela Prefeitura de Mogi das Cruzes.

Isto significa que, em parceria direta com o presidente e músicos da corporação e também com o auxílio e expertise do diretor musical do projeto Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes, Lélis Gerson, bem como de outros maestros da cidade, a Secretaria de Cultura deve abrir editais de chamamento, para selecionar músicos, regentes e para a composição da diretoria, o que vai garantir a reestruturação e fortalecimento da Banda. Vale destacar que os músicos atuais poderão permanecer atuando junto à Banda. O presidente da Corporação Santa Cecília, Manassés Maximiamo, fica no cargo até o mês de setembro deste ano.

Prédio da Corporação Musical Santa Cecília
Prédio passará por trabalhos de recuperação. Foto: Ney Sarmento/ PMMC

Bertaolli lembrou que este é mais um trabalho de recuperação e revitalização de prédios da área central, com o objetivo de preservação. “Fizemos um trabalho muito semelhante no Museu dos Expedicionários, também aqui no Centro. A Associação dos Expedicionários tinha dificuldades em manter o prédio, portanto a Prefeitura assumiu o imóvel, fez uma reforma completa e o devolveu à comunidade. O mais importante disso tudo é que estamos devolvendo um patrimônio de Mogi para os mogianos”, frisou, ressaltando que, para que a Banda continue cumprindo seu papel junto à história cultural e musical do município, os músicos devem ser de Mogi das cruzes.

A Secretaria Municipal de Cultura já fez o levantamento cadastral do prédio e possui, portanto, um projeto arquitetônico básico. Agora, com a posse das chaves do local, será feito um levantamento mais preciso dos trabalhos necessários para a recuperação das instalações. O levantamento prévio já mostra, contudo, que será necessário reformar toda a fachada, que está em estado de deterioração, e também fazer melhorias na parte interna.

Os serviços na fachada serão custeados pela empresa Topus Terra, que já havia se comprometido com a realização dos trabalhos após o encerramento das atividades da Banda Santa Cecília. Serão feitas a recomposição dos caixilhos (portas e janelas), troca de vidros, recomposição de reboco, além de pintura. Já na sacada, a Secretaria de Cultura planeja fazer réplicas dos balaústres originais do prédio e também a restauração do brasão da banda, que ficava exposto na parte externa e atualmente está no interior do imóvel, em estado de deterioração.

Já na parte interna, os serviços serão custeados pela Prefeitura. “Ainda faremos um levantamento mais preciso, mas já fizemos vistorias técnicas aqui no prédio e identificamos alguns reparos que precisarão ser feitos no interior do imóvel. Eles envolvem acertos no telhado, assoalho, vamos retirar o mobiliário antigo que está em más condições e destinar alguns itens para equipar o prédio”, detalhou o secretário municipal de Cultura, Mateus Sartori.

O prédio da Corporação Musical Santa Cecília foi inaugurado no dia 22 de abril de 1934. O terreno foi comprado no ano de 1933, à época por 1 conto de réis (1 milhão de réis), pela direção da banda, que já estava criada. Já o dinheiro para a construção do prédio foi arrecadado por meio de campanha, conduzida pela diretoria da Corporação. A inauguração da sede se deu em uma sessão solene, à qual compareceram 90 pessoas, entre personagens ilustres da sociedade da época, como José Cury Andere, Salim Elias Bacach, Nesclar Faria Guimarães, Galdino Alves, Isidoro Boucault, Argeu Batalha, José da Silva Pires, José Bonilha, Antonio Martins Coelho, entre outros.

O prédio tem 114,40 m² de área e, arquitetonicamente, tem estilo eclético. Ele fica no raio de proteção de 300 metros a partir das Igrejas do Carmo e está em processo de tombamento pelo Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural, Artístico e Paisagístico de Mogi das Cruzes (Comphap).

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes

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