Iluminação dentro de casa: saiba como utilizá-la de forma eficiente

No período de inverno, os dias tendem a ser mais curtos e, com isso, as lâmpadas passam mais tempo acesas dentro de casa. Para utilizar a iluminação artificial de forma mais eficiente, a EDP fornece dicas simples que podem ser adotadas no dia a dia e que fazem a diferença na fatura de energia do final do mês.

Desde o início do mês de julho, as lâmpadas incandescentes de 60 watts deixaram de ser fabricadas no Brasil. Trata-se de uma norma que segue um padrão mundial e visa à utilização eficiente da energia elétrica. A estimativa é que até 2016 todas as lâmpadas incandescentes deixem de ser comercializadas no país.

Compact-Fluorescent-Bulb
Lâmpada fluorescente compacta

Dentro de casa, alguns hábitos sustentáveis já podem ser adotados. A substituição das lâmpadas pode ocorrer de forma gradativa. Primeiramente, o morador pode escolher um cômodo em que a iluminação é mais utilizada para trocar a lâmpada incandescente pela fluorescente compacta ou LED. Para quem costuma deixar a entrada da residência iluminada durante toda a noite, esse pode ser o primeiro local a receber uma lâmpada mais eficiente.

Os modelos incandescentes e fluorescentes utilizam diferentes tecnologias para converter a energia em luz. A incandescente gasta mais eletricidade para produzir a mesma quantidade de luz que uma fluorescente – isso ocorre porque apenas 5% da energia consumida vira luz e os outros 95% perdem-se em calor.

Na hora da compra, o consumidor paga até dez vezes mais pela lâmpada fluorescente compacta, mas com certeza há retorno do investimento no médio prazo na economia de energia”, explica o relações institucionais da EDP, Marcos Scarpa.

LED Lighting Bulb
Uma lâmpada incandescente converte apenas 5% da energia que utiliza em luz, enquanto a LED tem aproveitamento de 40%.

A fluorescente, dependendo da potência, chega a ser seis vezes mais eficiente. Portanto, a lâmpada fluorescente de 15 watts pode substituir a incandescente de 60 watts, gerando uma economia de 75% de energia elétrica”, acrescenta.

Scarpa lembra ainda que equipamentos eficientes são mais exigentes em relação à rede elétrica que os abastece. “Por isso, manter a fiação interna em equilíbrio é essencial”, destaca.

A pintura das paredes e teto também pode auxiliar na reflexão das lâmpadas. O ideal é utilizar cores claras na pintura. As luminárias devem ser escolhidas de forma que otimizem a luminância e, para obtenção desse efeito, as transparentes são as mais indicadas. Sempre que possível, janelas, persianas e cortinas precisam favorecer o aproveitamento da luz solar.

Outras dicas para economizar energia no inverno:

– Como a chave do chuveiro elétrico na posição “Inverno” gasta até 30% mais energia do que na posição “Verão”, o ideal é procurar utilizar a segunda alternativa;

– Se a torneira da pia da cozinha é elétrica, o consumidor economiza energia ao ensaboar toda a louça antes e então enxaguá-la de uma só vez;

– A aquisição de novos aparelhos deve ser avaliada de acordo com o tamanho da família e seus hábitos de consumo;

– Os equipamentos devem conter o Selo Procel, que indica o nível de eficiência energética e a escolha, sempre que possível, deve ser pelo aparelho nível A, que indica maior economia de energia;

– Abrir a geladeira diversas vezes em um curto espaço de tempo contribui para elevar o consumo de energia elétrica dentro de uma residência;

– No inverno, é importante regular o termostato do aparelho, pois a temperatura interna do refrigerador não precisa ser tão baixa quanto no verão;

– A borracha de vedação também deve estar em bom estado, evitando que o ar frio escape de dentro da geladeira;

– Em dias de muito frio, nada melhor do que usufruir de um aquecedor. Para que o equipamento não consuma mais energia do que o necessário, o recomendado é deixar todas as portas e janelas fechadas, para evitar que o calor escape do ambiente.

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