Novo equipamento multicultural será criado em antigos galpões da CPTM

Em 15 dias, as equipes da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos farão um mutirão de limpeza na área dos antigos galpões da CPTM, entre a linha férrea e a Avenida Francisco Rodrigues Filho. Acaba de ser assinado o termo de parceria entre a Prefeitura de Mogi das Cruzes e a companhia, que dá ao município a permissão de uso da área por tempo indeterminado. Com isso, já é possível iniciar os trabalhos, que têm como objetivo final a implantação no local de um novo equipamento multicultural.

Na última quinta-feira (17/07/2014), os secretários municipais de Cultura, Mateus Sartori, de Obras, Cláudio de Faria Rodrigues e de Serviços Urbanos, Nilmar de Cássia Ferreira, mais a secretária-adjunta de Cultura, Maria Lúcia de Freitas, estiveram no local para uma visita técnica e início do planejamento do que será feito naquele espaço. Os estudos preveem a adequação completa dos imóveis que compõem o complexo, de modo que eles sejam utilizados para a promoção de cursos de dança, circo, teatro, música, literatura e artes visuais. A área total cedida ao município é de aproximadamente 2.200 m².

Em um dos casarões, que têm cerca de 257 m², a proposta é fazer reparos emergenciais, porém mantendo as características originais da construção. Será necessário recuperar todo o telhado e revisar as instalações elétricas. Depois da reforma, o local deve abrigar uma sala multiuso, que poderá receber desde oficinas de dança até ensaios e apresentações de grupos de teatro. A sala, que possui 9,5 x 10 m e pé direito de mais de quatro metros, permite intervenções de teatro de arena e também pequenos shows musicais. Os sanitários serão adaptados e passarão a atender às normas de acessibilidade.

Fábricas de Cultura
Secretários fizeram visita técnica para planejamento do que será feito no local. Foto: PMMC

Ao lado deste primeiro, há um outro casarão, no qual se projeta abrigar a parte administrativa do complexo como um todo e também, possivelmente, servir como nova sede para a Orquestra Sinfônica de Mogi das Cruzes. O grupo atualmente utiliza os espaços do Museu dos Expedicionários e o Theatro Vasques, e a transferência para uma área como esta, que é mais ampla e próxima aos terminais de ônibus e estações de trem, facilitaria a logística de armazenamento e transporte de instrumentos. “Ali haveria uma área de carga e descarga, quando fosse preciso levar instrumentos para um concerto e conseguiríamos concentrar num mesmo lugar os equipamentos e o expediente da Orquestra”, explica o secretário municipal de Cultura, Mateus Sartori.

Atrás deste segundo casarão há um anexo menor, que deve ser adaptado para se tornar o bloco de sanitários, atendendo às normas de acessibilidade. E, atrás deste anexo, há outro pavilhão, cuja utilização final ainda está em fase de estudos. Já nos fundos da área, quase colada ao muro que dá para a Avenida Francisco Rodrigues Filho, há outra edificação, que deve ser parcialmente aberta, para funcionar como a entrada oficial do equipamento multicultural.

Ao centro de todos esses imóveis, por sua vez, há um grande pavilhão de estrutura metálica e cobertura de madeira, que deve passar por uma reforma, em especial na parte do piso e pode se tornar um espaço de convívio a ser utilizado, por exemplo, para encontros de congadas e demais grupos de cultura popular. Só este espaço tem metragem de aproximadamente 500 m².

Fizemos um levantamento arquitetônico superficial, para que a gente já possa começar a pensar nas atividades a serem desevolvidas ali. Com a assinatura do termo de parceria, a CPTM liberou o espaço, então já podemos entrar ali e começar a fazer um projeto. A primeira etapa é a limpeza, que ficará a cargo da Secretaria Municipal de Serviços Urbanos e depois partimos para a segunda fase, que é a adequação completa do espaço, para a implantação de um novo e importante equipamento cultural da cidade”, completa Sartori.

Segundo ficha de levantamento da extinta Rede Ferroviária Federal S.A., o casario ali presente foi edificado entre o final do século XIX e o começo do XX. As construções, que serviam como instalações de apoio à ferrovia, possuem arremedos da arquitetura neoclássica, como portas grandes, pé direito alto e frisos, porém adaptando elementos próprios da ferrovia e materiais que já estavam chegando ao mercado naquela época, como a telha francesa, o tijolo no lugar da taipa e o piso em parquet. Na parte dos pavilhões, por exemplo, os próprios trilhos do trem foram utilizados como colunas. Oficialmente, essa mistura de elementos constitui o chamado estilo eclético.

Fonte: Prefeitura de Mogi das Cruzes

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